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A vida desta parte da minha família

— irmãos do meu pai e numerosos primos e sobrinhos — não mudou por séculos naquela área remota cercada por um deserto intocado

Elena Anosova é uma artista visual que trabalha com fotografia documentaria e artística, vídeo, arquivo e instalações. Originalmente originária da região de Baikal (Rússia, Sibéria), atualmente reside em Moscovo e Irkutsk. Ela é membro da MAPS Images, um laboratório criativo e agência de fotos. Ela ensina artes visuais em Moscovo e São Petersburgo em diversas instituições como a Escola de Arte Rodchenko, onde ela se graduou. A parte mais importante do seu trabalho profissional é dedicada a projetos pessoais de longo prazo, centrados em vidas em instituições fechadas, pequenas comunidades e isolamento. O seu trabalho tem sido publicado em todo o mundo, incluindo a National Geographic (EUA).

anosova.com

ELENA ANOSOVA

Out-Of-The-Way

2019.11.23 > 2020.01.11

O projeto “Out-of-the-Way” (Fora do caminho) foi criado nos territórios longínquos do extremo norte da Rússia, onde a má acessibilidade e o isolamento, o relacionamento especial com a natureza e os modos de vida seculares envolvem mitologia única da região. Um lugar onde as coisas ficcionais são muitas vezes mais importantes que a realidade moderna.

 

Os antepassados de Anosova eram caçadores hereditários num pequeno povoado perto do rio Nizhnyaya Tunguska. Por quase três séculos, quando colonizaram a região da Sibéria, eles viveram numa casa antiga como uma família numerosa, com mais de 15 filhos. Atualmente, a população da vila é de 130 pessoas, e todos são parentes distantes. Como ela rememora, a vida “desta parte da minha família — irmãos do meu pai e numerosos primos e sobrinhos — não mudou por séculos naquela área remota cercada por um deserto intocado”.

 

Em 2015 Anosova viajou pela primeira vez para esta região, de modo a explorar o microcosmo em que vivem, que é quase completamente isolado do mundo exterior. Num ambiente como o que ela descreve, onde a civilização moderna dificilmente penetra, a cidade mais próxima fica a 300 km e a conexão de transporte funciona apenas no inverno, não é difícil imaginar o quão poderosas ainda são as lendas e tradições locais e familiares. A sua última viagem visita à terra dos seus antepassados teve lugar no outono de 2019, conseguindo experimentar a vida e fotografar a natureza do lugar nas quatro estações do ano. Para ela, aquele lugar é “o epítome da mitologia”.

Abertura: 23 de novembro, das 18 às 20h

Conversa com a artista: 22 novembro, 17 h. Auditorio Pavillão Sul da Facultade de Belas Artes da Universidad do Porto (FBAUP). Participam: Elena Anosova, Susana Lourenço Marques e Pablo Berástegui.